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Jornal do Concelho de Oleiros | Francisco Carrega | Periodicidade: Trimestral | dezembro 2025 nº97 Ano XXIV
Depois dos incêndios, a Depressão Kristin cria destruição e medo no concelho

SarnadasComo se já não bastasse o drama dos incêndios florestais que, ciclicamente afetam o concelho de Oleiros, o ano de 2026 começou com um cenário de mau tempo, onde a depressão Kristin, com ventos superiores a 100 km/h, deixou um rasto de destruição enorme e muitas freguesias às escuras, sem energia elétrica, nem comunicações.

De 27 para 28 de janeiro a noite foi horrível e destruidora. Nas primeiras horas da manhã de 28 de janeiro foi ativada a “Comissão Restrita da Comissão Municipal de Proteção Civil para avaliar as situações que foram reportadas, desde queda de árvores, cortes de estradas, um incêndio em zona industrial, pessoas isoladas, danos em edifícios, falta de eletricidade e telecomunicações”, explica a autarquia.

Nessa mesma manhã, às 9h00, foi “acionado o Plano Municipal de Proteção Civil, que envolve Juntas de Freguesia, Instituições de Solidariedade Social, GNR, Bombeiros Voluntários, entre outros agentes de Proteção Civil, que estão a ter reuniões no Quartel de Bombeiros Voluntários em Oleiros”.

De então para cá, todas as entidades têm procurado dar resposta às situações. Para Miguel Marques, presidente da Câmara de Oleiros, desde o primeiro momento que a prioridade é o apoio às famílias, pelo que as equipas municipais têm estado focadas na recuperação de bens e na reposição das coberturas das habitações afetadas.

A energia elétrica foi sendo reposta aos poucos. No dia 2 de fevereiro, em declarações prestadas por vídeo à população, o autarca afirmava que “havia ainda algumas localizações problemáticas, como na ex-freguesia da Amieira, e na freguesia Álvaro, onde temos energia com recurso a um gerador. Nas restantes freguesias a energia foi reposta aos poucos. Junto à vila de Oleiros também algumas localidades estiveram sem luz, resultantes, segundo a E-Redes de situações decorrentes de baixa tensão, que serão resolvidas”.

No terreno os trabalhos não param e envolvem diferentes entidades, como a autarquia, proteção civil, bombeiros, sapadores da APFAM, Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa e empresas. A população também participa.

O autarca lembra que o abastecimento de água ao domicílio funciona normalmente e que as escolas iniciaram as suas atividades de forma regular no dia 2 de fevereiro. Apenas os alunos da escola e Jardim de Infância de Orvalho mudaram de espaço, uma vez que aquela estrutura não tinha energia elétrica.

As estradas estão também desimpedidas e a funcionar.

Neste período, a autarquia disponibilizou também a residência de estudantes da vila à população, para banhos e para o carregamento de diferentes dispositivos.

 

*** notícia atualizada a 3 de fevereiro às 10h30***

Sarnadas de S. Simão