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Jornal do Concelho de Oleiros | Francisco Carrega | Periodicidade: Trimestral | Dezembro 2023 nº89 Ano XXII
Excesso de animais
Javalis preocupam agricultores do concelho de Oleiros

Wild Boars In Nature 1 CoresOs agricultores e caçadores do concelho de Oleiros estão preocupados com o elevado número de javalis que existem no território e com os efeitos que isso traz do ponto de vista cinegético e agrícola. Este tema foi discutido na reunião que elegou os membros do Conselho Municipal Cinegético, realizado este mês.
Perante esta situação, a autarquia de Oleiros irá solicitar ao Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) o alargamento do período de correção extraordinária da densidade de javalis, uma vez que o período permitido para estas ações está fixado atualmente por aquele organismo entre junho e setembro.
Miguel Marques, vice-presidente da Câmara diz, em nota enviada ao nosso jornal, ser “extremamente necessário e urgente tomar medidas para o controlo de efetivos populacionais de javalis no Concelho de Oleiros. Por muito que as associações de caçadores façam o seu trabalho, é manifestamente insuficiente. A densidade dos javalis tomou uma proporção muito preocupante, sobretudo depois de dois anos de pandemia Covid, em que o exercício de caça esteve praticamente vedado”.
O autarca recorda que “têm chegado à Câmara relatos de acidentes nas estradas e de pessoas que não vão fazer sementeiras porque estes animais acabam por estragar as culturas”.
Por outro lado, revela a autarquia, os caçadores queixaram-se do “período muito curto, de apenas quatro meses para a realização das ações de correção da densidade destes animais, quando estamos perante uma densidade impressionante de javalis no concelho”.
Para já e enquanto não for encontrada uma solução ao nível do poder central, a autarquia irá apoiar “as associações do Concelho, que assim o solicitarem, na realização de batidas e montarias para o controlo da espécie, com vista à prevenção e minimização dos estragos causados por estes animais nas culturas agrícolas e florestais”.