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Jornal do Concelho de Oleiros | Directora: Daniela Silva | Periodicidade: Trimestral | Abril 2022 nº81 Ano XVIII
Padre Luís Alves satisfeito pela requalificação da Igreja Matriz de Oleiros
“Chegámos a tempo de salvar um património ímpar”

Igreja1Imóvel de Interesse Público, a Igreja Matriz de Oleiros está a sofrer obras de requalificação com o restauro de três naves e dos retábulos do corpo da igreja. Os primeiros caixotões (onde se encontram as pinturas no teto) já estão recuperados, mas os trabalhos prosseguem até ao verão. Essa é pelo menos a expetativa de Luís Alves, pároco de Oleiros, para quem a intervenção surgiu no momento certo: “chegámos a tempo de salvar um património ímpar que apresentava sinais visíveis de deterioração”, frisa.
A autarquia, em nota enviada ao Oleiros Magazine, recorda que “os 50 caixotões do teto da nave, em madeira policromada, constituem uma riqueza iconográfica ímpar que tem despertado a atenção de vários especialistas em arte sacra. Cada um dos caixotões da nave central simboliza um tributo à padroeira, evidenciando um emblema e a referência a uma escritura do Antigo Testamento”.
“Esperamos reabrir a Igreja Matriz no verão. Além dos altares laterais, foram também restauradas quatro imagens, que iremos recolocar quando as obras estiverem concluídas”, disse Luís Alves, citado na mesma nota.
Igreja2“O estado de deterioração do teto da igreja estava pior do que se pensava, existiam muitos resíduos por cima dos caixotões. Não há acesso pelo telhado e está a ser tudo reparado com desmontagem de tábuas”, acrescentou o padre Luís Alves, para esclarecer que após o restauro também o telhado será substituído”.
Os trabalhos têm sido feitos pela empresa Luís Marques, Conservação e Reabilitação, e começaram há dois meses. O restauro está a ser concretizado com o apoio financeiro do Município, através de um protocolo estabelecido com a Fábrica da Igreja Paroquial de Oleiros (entidade adjudicante) no valor de 61.780 euros, ao qual acresceu ainda um reforço financeiro na ordem dos 4.674 euros para requalificação das frentes e tampos dos quatro altares laterais.
Segundo o Município, o restauro iniciou-se com uma limpeza química superficial. Ainda decorre, nalguns locais do teto, a fixação da madeira de castanho, bem como a reposição das tábuas que se encontram deterioradas e das já não existem. Luís Marques, responsável pelo restauro, esclarece que segue-se a fase de “estabilizar a camada decorativa original que é preservada, porque está enegrecida, tem fungos e humidades. No final, estamos a fazer alguns retoques que é preciso dar ao nível da reintegração monocromática de continuidade do teto”.
Igreja3O técnico explica também na mesma nota, que foram encontradas “infiltrações antigas, bastante acentuadas, ao nível da cobertura, sobretudo nas laterais do teto da igreja, que danificaram quase por completo os suportes lenhosos e da cobertura nas partes laterais”.
Aquele responsável sublinha o trabalho exigente que está a ser concretizado, no sentido de “manter a traça original”. A conclusão dos trabalhos de conservação e restauro está prevista para o final da primavera, quando aquele imóvel religioso voltará a acolher as habituais celebrações religiosas.