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Jornal do Concelho de Oleiros | Directora: Daniela Silva | Periodicidade: Trimestral | agosto 2019 nº71 Ano XVI
Sarnadas de S. Simão
Ateliê da cereja recria invasões francesas

sarnadas.JPGO sétimo ateliê temático de cultura e gastronomia da ronda "Dez Freguesias, Dez Experiências" que o Município de Oleiros está a desenvolver pelo concelho realizou-se no passado sábado, dia 22 de junho, na freguesia de Sarnadas de S. Simão. A iniciativa teve como tema a cereja e permitiu a recriação histórica das invasões francesas.
A iniciativa teve o apoio da Associação Recreativa "Os Amigos da Cardosa" e os Bombos da Cardosa. Durante o evento foi realizado um passeio pedestre que teve como guia o investigador Leonel Azevedo.
Sendo este ateliê dedicado à cereja, os participantes visitaram um pomar de cerejeiras onde Inês Martins, do Município de Oleiros, fez uma abordagem à espécie e referiu alguns aspetos relacionados com o seu fruto; realçou a relação entre a flora e a toponímia local e destacou o interesse botânico da Serra do Muradal. Nela ocorrem algumas espécies de relevo como: o azereiro (da mesma família e género taxonómico da cerejeira) - testemunha da floresta Laurissilva existente antes das glaciações - e alguns endemismos ibéricos, bem como pela variabilidade de plantas, nomeadamente das famílias das Cistáceas e das Ericáceas (nesta última incluem-se várias urzes e o medronheiro).
Partindo à descoberta da Serra do Muradal, o grupo passou pela bateria da Cardosa e foi brindado com uma explicação in loco por parte do guia local. Recorde-se que esta é uma das várias estruturas militares existentes na Linha Defensiva Talhadas--Muradal, construída no século XVIII, sendo a primeira linha de defesa do território face às invasões que entravam pela Beira-Baixa.
Chegados ao geossítio do Portelo, os participantes puderam assistir e participar numa animada recriação histórica sobre as Invasões Francesas, pela Companhia de Teatro Viv ´Arte, e retemperar baterias num reforço alimentar onde se incluíram os muito apreciados pastéis de nata de cereja.
A descer em direção à sede de freguesia, num local com vista privilegiada sobre a região (recorde-se que segundo o Bispo de Angra, 1881, "Sarnadas virá do verbo latino cerno - ver ao longe"), a geóloga Joana Castro Rodrigues, do Geopark Naturtejo, explicou a diversidade geológica do território.
Já nas Sarnadas de S. Simão, o grupo visitou a Igreja Matriz e percorreu as ruas antigas do aglomerado, como é o caso da Rua do Ouro, que segundo a tradição local remete para alguns achados que atestam a antiguidade e importância estratégica daquele povoado. Seguiu-se um almoço, no pavilhão local.