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Jornal do Concelho de Oleiros | Directora: Daniela Silva | Periodicidade: Trimestral | Abril 2022 nº81 Ano XVIII
Ucrânia
Concelho acolhe famílias de refugiados da guerra

Refugiados2O concelho de Oleiros está a acolher 24 refugiados da guerra da Ucrânia, confirmou ao Oleiros Magazine a Câmara local. No dia 1 de abril foram acolhidas mais 18 pessoas, entre adultos e crianças, os quais se encontram na Residência de Estudantes da vila. Esta é a resposta que o concelho está a dar aos pedidos do Alto Comissariado para as migrações.
O grupo que chegou a Oleiros no dia 1 de abril, vem juntar-se a outros cidadãos ucranianos que já se encontravam na vila. A primeira família a ser acolhida, composta pela mãe e dois filhos veio para Oleiros na sequência de um apelo de Armando Ventura, sócio-gerente da empresa Sistral, que mereceu pronta resposta das entidades locais. “Desde a primeira hora que fomos contactados pelo senhor Armando Ventura, a informar-nos da situação desta família, demonstrámos toda a disponibilidade para ajudar naquilo que fosse possível, nomeadamente no alojamento, alimentação e escola para os dois menores”, sublinhou o presidente da Câmara de Oleiros, Fernando Jorge.
A Lei Marcial que impera, neste momento na Ucrânia e que impede os homens entre os 18 e 60 anos de abandonarem o país, fez com que a família não viesse para Portugal completa. Armando Ventura recorda que o casal “já trabalhou, há uns anos, aqui em Oleiros e desde sempre ficou com este contacto. Quando a invasão começou, o senhor entrou em contacto comigo, de forma a sondar se haveria possibilidade de providenciar ajuda para retirar a sua família do país e voltar a alojá-los num local onde outrora já viveram. Assumimos a vertente logística e com o apoio da Câmara, unimos esforços e tudo acabou por resultar da melhor forma”.
Depois desta primeira família, a autarquia disponibilizou-se para alojar outros “familiares, amigos ou conhecidos” desta família, inclusive, “facilitando o seu transporte de zonas mais povoadas de refugiados”, como são a Roménia ou a Polónia. Facto que veio agora a confirmar-se.
“O que desejamos a estas pessoas é que possam ter aqui, junto de nós, a paz e a tranquilidade que lhes foi sonegada na sua terra natal, integrando-se totalmente nas dinâmicas de um concelho que sabe bem receber!”, finalizou o autarca.
Em nota enviada à nossa redação, a autarquia diz fazer parte da plataforma de apoio aos refugiados ucranianos que queiram entrar
em Portugal (https://www.acm.gov.pt/-/sos-ucrania), providencian-
do apoio de habitação, alimentação, ajuda na entrada dos mais jovens para a escola e ainda no emprego, para que dessa forma consigam subsistir, integrando-se assim totalmente na comunidade.