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Jornal do Concelho de Oleiros | Directora: Daniela Silva | Periodicidade: Trimestral | Dezembro 2020 nº77 Ano XVI
Óbito
Faleceu Augusto de Matos

AM_2.jpgAugusto de Matos, uma figura incontornável do panorama sociocultural Oleirense, faleceu no passado dia 30 de novembro, aos 88 anos de idade. Cidadão dedicado e muito considerado pela comunidade, foi Vereador da Câmara Municipal de Oleiros e envolveu-se em várias coletividades e instituições locais, como a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oleiros, o Agrupamento 1080 do Corpo Nacional de Escutas, a Sociedade Filarmónica Oleirense ou a Santa Casa da Misericórdia de Oleiros, tendo sido vários anos presidente da mesa da Assembleia Geral. Deu muito de si a Oleiros e em muito enriqueceu o património artístico concelhio e regional. Deixa um legado notável ligado ao desenho, pintura e arquitetura, bem como a marca indelével de quem tanto amou a sua terra. A exibição do roteiro virtual dedicado ao linho - que o Município transmitirá no próximo dia 19 de dezembro, no âmbito do projeto Beira Baixa Cultural -, será em sua memória.
Augusto de Matos nasceu em Oleiros a 3 de dezembro de 1931. Tirou o Curso Técnico da Escola Industrial Marquês de Pombal, em Lisboa, tendo a disciplina de Desenho sido uma das dominantes. Passou pelas Finanças e integrou, em 1960, o Quadro de Desenhadores da Direção-Geral dos Serviços Hidráulicos, em Lisboa, onde adquiriu uma vasta experiência no ramo do Desenho Técnico e Arquitetónico. Em 1962 ingressou no quadro de pessoal dos CTT como Desenhador. Colocado em Castelo Branco, organizou o então criado Gabinete de Desenho e desenvolveu uma vasta atividade durante 30 anos. Entretanto, colaborou com vários engenheiros e arquitetos, desenvolvendo um trabalho de projeto na área da Construção Civil. Com a criação da Portugal Telecom, chefiou o Gabinete de Desenho, cargo que ocupou vários anos até à data da sua aposentação, em 1992. Desde então, passou a ter todo o tempo disponível para se dedicar ao desenho, pintura, filatelia e, mais recentemente, à música, tendo integrado o grupo fundador da Academia de Música de Coimbra - Oleiros.
Realizou vários trabalhos e coleções, de onde se destacam "Oleiros, a Metáfora do Tempo ou um Percurso de Sensações" (em 2002), "O Descobrimento do Tibete" (2002), "A Balada do Linho" (em 2004), "No suor da Resina" (2008) e o "O Pão Nosso de cada Dia" (2012). Os ciclos do linho, do milho (pão) e da resina foram por si ilustrados em séries pictóricas que ficarão como legado para gerações atuais e vindouras. O seu exemplo e talento não serão esquecidos.