Presidenciais 2026
Oleiros esteve com António José Seguro
O concelho de Oleiros votou, de forma clara, em António José Seguro para a Presidência da República. António José Seguro tomou posse dia 9 de março e já anunciou que a sua primeira presidência aberta decorrerá nos distritos de Castelo Branco, Leiria, Coimbra e Santarém, “duramente atingidos pelas tempestades que causaram significativos danos humanos e materiais”, diz o site da Presidência.
No concelho de Oleiros, o novo Presidente da República, natural do Distrito de Castelo Branco (Penamacor) obteve 64,57% dos votos, enquanto que André Ventura atingiu os 35,43%.
Deste modo, o Concelho de Oleiros seguiu a tendência nacional. António José Seguro já tinha vencido na primeira volta, com 25,63% dos votos, à frente de Marques Mendes (22,94%) e de André Ventura (21,99%).
António José Seguro é o Presidente da República eleito com mais votos nos 50 anos de democracia em Portugal, ultrapassando o recorde de Mário Soares. Seguro obteve três milhões 482 mil 481 votos.
No início do seu discurso, nas Caldas da Rainha, após serem conhecidos os resultados, António José Seguro dirigiu-se aos portugueses: “A primeira palavra é simples: o povo português é o melhor povo do mundo. Excelente, de uma responsabilidade cívica enorme e de um apego aos
valores da democracia”.
António José Seguro reafirmou a ideia de estar ao lado daqueles que têm sofrido com o mau tempo, como aconteceu no concelho de Oleiros, afetado com a tempestade Kristin: “Não vos esquecerei e não vos abandonarei”, disse, para sublinhar que “a solidariedade dos portugueses foi heróica, mas não pode nunca substituir a responsabilidade do Estado. Os 2,5 mil milhões de euros prometidos para a reconstrução têm de chegar ao terreno agora”, reforçou.
Sobre o momento difícil que o país atravessa, fruto do mau tempo, não aceita que as burocracias impeçam a chegada dos apoios a quem já perdeu tanto”. E disse, bem alto: “a resposta à dor não é o grito, é o trabalho”. A olhar para o futuro, afirmou que “precisamos de um país preparado, não de um país surpreendido. Temos de ser melhores na organização do que no improviso. Precisamos de organizar e planear melhor os recursos do país para que o Estado responda a tempo às vítimas e às consequências dos fenómenos atmosféricos severos que cada vez infelizmente serão mais frequentes”.